Friday, June 01, 2012

Diálogos " ¬ ¬"

povo da recepção: "Aê, ela chegou, vem cá, agora vai..."
eu: "Que foi?"
povo da recepção: "Achamos um site que só você pra ajudar..."

5 min depois e mais da metade das respostas acertada na lata

povo da recepção: Pô, deixa os outros tentarem..."
mina da recepção: "Cara, você faz mais alguma coisa além de assistir filmes?"
carinha da recepção: "VOCÊ NÃO NAMORA, NÉ??"
eu: "Não... ¬ ¬"

Silênico desconfortável no ambiente


(Nem um semestre de serviço e a fama de loser já mais que feita...)


Thursday, May 31, 2012



Meu deus >>>>> Seu deus

Tem uma moça lá no desserviço e é fácil perceber que ela é religiosa. Assina os emails com "God bless y'all" e tem adesivinho do peixinho cristão no carro e né? Ela é super boazinha comigo, me ajuda se eu tenho dúvida com provas e afins sem contar que fica na dela, tá sempre concentrada preparando a aula e apesar de diferenças religiosas nunca fui de deixar de conversar/conviver com cristão, judeu, umbandista, espírita ou budista só porque eles acreditam em X, Y ou Z e eu acredito em Ø - aliás, judeus,venham sempre falar comigo ;-) 

Anyway. Ontem engatamos uma conversa sobre o jejum que ela vem fazendo e meu interesse era mais em como ela consegue ficar sem o santo café da máquina ma-ra-vi-lho-sa da recepção e sem chocolate e filtrando as partes bíblicas e nisso conversamos sobre viagens e ela foi de voluntária pra Índia e, de novo, eu super e honestamente interessada no que ela estava falando quando ela solta que "ai, aqueles deuses HORRÍVEIS e gigantescos naqueles templos MEDONHOS e não é à toa que um monte de criança nasce deformada lá, quando vai ver os pais tudo adoram aquelas coisas FEIAS e cheias de braços e cabeças".

E bom, a única coisa que me passou pela cabeça é: Como ela se sentiria se alguém achasse horrível e feio e medonho ver um homem sangrando pregado numa cruz como símbolo? É foda porque por mais que eu não ligue de conviver com gente religiosa e nem seja uma atéia ativista (esse povo é um porre tanto quanto fanáticos), fica difícil porque vai que ela pede meu FB, entra e vê que não acredito em bulhufas e vai saber como fica depois de achar que eu = adoradora do dêmo ou futura queimadora do fogo eterno? Ou talvez ela se decepcione tanto quanto eu depois do comentário infeliz acima e ficamos quites? Vai saber...


Liga não, Krishna, te acho LINDA e azul te cai muito bem!!!!!


Wednesday, May 30, 2012

Pobremáticús

De tempos em tempos surge um doença psicológica da moda. Até cinco minutos atrás era ser bipolar. Nem vou comentar o desserviço que é qualquer um se sentindo down ir se diagnosticando bipolar porque quero evitar a fadiga. Mas, né? 

Agora é Aspergers. Sheldon Cooper tem e é legal. Einstein tinha. E Steve Jobs. E Bill Gates. E Stanley mothertfuckingbestfilmmakerever Kubrick. E agora TODO MUNDO (and their moms) tem Aspergers porque foda-se que é um tipo de autismo que pode restringir tua vida pra caramba. Não, Aspergers is cool porque é a doença dos gênios...

E sendo professora, É ÓBVIO que já peguei uns pobres alunos assim. Só que agora tô com um nível sete, sabem. Antes do pai vir falar comigo, quase que lhe dou um abraço e digo que já sabia desde a primeira aula e bom, até aí, no problem. A turma é acolhedora, faz brincadeiras leves (e acreditem, pelas "estanhezas" dele, eles podiam levar o negócio pra graus estratosféricos de bullying) e eu, estranha também, se duvidar lido melhor com ele que os ditos normais. Ou melhor, LIDAVA.

Se eu disser que a doença "subiu" a cabeça, do ya believe? Isso porque levaram ele na psiquiatra e ela FALOU COM TODAS AS LETRAS QUE ELE É QUASE UM GÊNIO! Assim, vamos analisar friamente? Ele é esperto? Sim. Bastante. Tem uma facilidade gigante em algumas habilidades só que... Peralá. Não é porque tem um lista de homens excepcionalmente inteligentes com essa doença é que todos os portadores da síndrome são gênios. Certo? 

Só que o que eu faço com um ser que até então TENTAVA escutar, se concentrar, fazer as atividades de maneira apropriada e que agora brada em sala que não precisa fazer nada porque é QUASE UM GÊNIO?? Caspita, ele é bom mas não excepcional, passa umas 10 horas jogando videogame por dia e tem uma doença que só vai causar mais problemas conforme ele cresce e descobre que o mundo é cão. 

Como dizer que as chances dele criar algo com a teoria da relatividade do tempo, uma Microsoft ou Apple ou dirigir 2001 são beeeem remotas? Ou eu peço o telefone da médica e dou NA CARA dessa doutora de merda??


Monday, May 21, 2012

A good Monday

Eu ia escrever/reclamar muito do meu fim de semana e de como ser humanos são uó mesmo mas saber que, já não bastasse a lindeza que foi Hugo no começo do ano e que Moonrise Kingdom tá aí em Cannes, acabou de sair o teaser de The Master (aka: A origem de Xenu e como os scientologistas estão aí pra te pegar...) e que eu terei filmes dos meus três diretores favoritos em um só ano, eu sou puuuuuuuuro amor até o fim de 2012! 


Sunday, May 20, 2012

Diálogos "q?"

Ameba: "Mas por que você não dirige?"
Moi même: "Eu tecnicamente tenho carteira. Só não gosto de carro..."
Ameba: "Mas é uma necessidade!"
Moi même: "Não pra mim. Eu vivo muito bem sem. Gasolina, imposto, estacionamento, manutenção... Pra mim é tudo dinheiro jogado no lixo. Sem contar o perigo. Sou mais andar de ônibus com a poupança enchendo de dinheiro."
Ameba: "Mas um dia você vai precisar!"
Moi même: "Vou?"
Ameba: "Claro! Vai levar os filhos na escola DE ÔNIBUS?"
Moi même: "....."  /caradenojoeternodatuamenteobtusa

Friday, May 18, 2012


Só Jesus salva

E acabaram as temporadas com uma coisa inédita. Eu perdi gradualmente minha vontade de assistir séries like a maniac. Puf. Acabou.

Como já disse num post anterior, HIMYM e The Office foram um parto à forceps que precisavam acontecer. Só que ao contrário do hábito de sempre ir procurar o que mais tem de bom por aí, eu tomei a saudável decisão de não substituir mais nada. Ao invés de pegar aqueles 30 minutos de sitcom atrás de sitcom que se acumulavam, eu simplesmente decidi fechar o notebook e ler mais. Estudar mais. E assim,  também parei com Two Broke Girls, Modern Family e Community. Só ficaram meus nerds de TBBT mesmo.

E Fringe. Que me fez sofrer como louca. Que eu já estava de luto antecipado e AO MENOS terei uma última temporada (mesmo que pequena) pra que Peter, Olivia, Astrid e meu pai postiço Walter "descansem" em paz com um desfecho digno.

Walking Dead eu nem sei mais. Qual a graça de assistir um seriado onde desprezo absolutamente todos (not you, Darryl, I love you, my redneck Legolas) e torço desesperadamente pelos zumbis? E essa segunda temporada me gritou "Heroes" com escritores mais perdidos que cego em tiroteio e sem saber o que fazer com o hype da primeira. E por que eu acho que vão cagar com Michonne e a prisão quando voltarem?Continuo assistindo. Mas o tesão não é o mesmo...

E  a minha nova série favorita: Person of Interest. Não obcecava por um seriado desde um certo buraco de luz cercado por água por todos os lados. E bom, orfã de Lost (e adoradora de Linus que sou) fui ver pelo Michael Emerson. Mas foi Jesus Caviezel que me fez ficar. E minha adoração por todas as coisas Orwellianas porque, né, quem sou eu pra duvidar que o seriado é um mero retrato do que estamos vivendo por ai e prazer, sou uma paranóica e acredito no Grande Irmão olhando por nós.

E se começou meio engessado, meio "caso da semana" demais, foi dar uns 4 episódios pra coisa engrenar de uma tal maneira e eles acertarem os ponteiros dos personagens e da história e olha, é perfeito. Não somente a química ente Finch e Reese é maravilhosa (e eu me racho com certos diálogos e com a intimidade gradual que um consegue com o outro) como eu já AMO esses dois (Ouviram roteiristas de TWD? É fazendo o público se importar com os protagonistas que eles voltam na outra semana) e nenhum flashback é o suficiente pra minha curiosidade sobre como eles sofreram pra virar o que são hoje e bom, na partida de meu querido e amado Walter Bishop, quero Harold Finch de tio rico e recluso na minha vida.

Dos últimos epis até o fim da temporada hoje é sempre a mesma coisa comigo duvidando ser possível o próximo episódio conseguir bater o anterior e sim, sempre é e eu já estou em abstinência e querendo que  setembro chegue logo. Best thing on TV right now...

Jesus: Curando genocidas de ilhas distantes e viciadas em série. 
Also, modelo Armani. Amém?

Monday, May 14, 2012



Um pedaço de papel

E lá fui eu hoje em mais uma situação humilhante de ter que falar com todas as letras pra um superior que n-ã-o-t-e-n-h-o-s-u-p-e-r-i-o-r-c-o-m-p-l-e-t-o e, né? 

Não vou entrar na discussão pessoal de não ter um porque já gastei dinheiro de terapia o suficiente pra isso.

A minha maior raiva é que hoje, mais do que nunca, esse MERO pedaço de papel acaba sendo mais um status quo pra ganhar um zero a mais no salário do que desempenhar seu verdadeiro valor. Meu pai dizia que faculdade não é um lugar pra todos and may god bless his selfish heart porque me choco com umas pessoas que encontro no caminho e COMO elas têm diploma, pós e afins.

Uma pessoa inteligentíssima que conheço não o é porque está tirando sua segunda graduação uspiana e sim porque ela tem um ótimo cérebro e faz muito bom uso dele. 

Em contrapartida, a grande maioria das pessoas que infelizmente chegaram em seu limite intelectual (e não há nada de errado nisso, já que concordo com Huxley e não podemos ser todos  Alphas e Betas) estão entrando em faculdades idem e estão aí, arrotando caviar mas mal sabendo o bê-a-ba. 

E além do meu maior medo de que essas pessoas são as que construirão os prédios tortos prestes a desabar e injetarão doses erradas e fatais em doentes, é extremamente irritante saber que é preferível ter uma educação sofrível, cultura e conhecimento lastimáveis mas um pedaço de papel custeado à base de aulas cabuladas em bar e teses rasas do que realmente saber algo de fato.

Sunday, May 13, 2012


Por um mundo mais silencioso

Um personagem de um filme que tanto amo disse uma vez: "Constantly talking isn't necessarily communicating". Um outro, de um livro que mal acabei de ler e já entrou pra minha lista de favoritos deseja: "He told me once he wishes everyone could talk in silence." Eu, que sempre quis que a vida fosse um musical, ando achando mais viável ser um filme mudo. 

Talvez por vir de família italiana e falar mais do que a boca quando estimulada (e considerar esse um dos meus maiores defeitos), estou sempre projetando esse problema no outro e  é alarmante como se faz tanto ruído e não se diz nada. 

E agora, acordada no meio da madrugada porque dois vizinhos decidiram competir entre si qual dá a festa mais barulhenta e entre "nossa, nossa, assim você me mata", "quero tchums e tchas" e parabéns onde a palavra hora se transforma em palavrão, adoraria estar no vácuo pra não ter que escutar um piu sequer.

O mesmo ocorre todo santo dia quando sento no meu coletivo e TENTO ler. Mas, se concentrar, ô tarefa complicada usando transporte público e morando na periferia. Não acho que todo mundo tem que ficar em silêncio mortal mas num mundo em que todos tentam abafar o barulho alheio com mais barulho, como ficamos?

Já presenciei situações patéticas de acabar sabendo como filhos foram concebidos, pais têm câncer e fulanas e sicranas são vagabas invejosas porque não se sabe mais como falar (num celular ou com a pessoa ao lado). E não bastassem as gadgets e sistemas de som de carro, até com fones algumas pessoas conseguem aborrecer o próximo. 

E tem toda a questão de SE SABER ficar em silêncio. Ter uma relação de intimidade com ele (ao invés de temê-lo e achá-lo desconfortável como a maioria acha). Gosto de 'assistir' as pessoas e, sinceramente, pra algumas, parece que o silêncio causa dor física. Coisa de louco.

Sei que sou cri-cri (e isso só vai piorar com o tempo) mas não dá. Barulho é mais uma razão pra ficar (ainda) mais longe da humanidade. 


Saturday, May 12, 2012




Panelas e afins

As coisas melhoraram bastante lá no erro de emprego porque ganhei mais turmas e peguei algumas manhas. E também porque aprendi a abafar os sons externos e cretinos da panelinha (de pressão) que é a tchurminha dos suuuuuuuuuuuuper descolados, suuuuuuuuuuuuper maneiros, suuuuuuuuuuuper fumantes e que parecem não saber dar aula sem seus suuuuuuuuuuuuuuuper Mac Pros. 

E claro, minha diversão é por apelido no povo enquanto vou descobrindo cagadas. 

Como a angry gralha. Quando angry gralha chega, eu sou obrigada a me retirar do recinto (se pudesse, saia até do bairro e quiçá país) porque é humanamente impossível pensar (e quem dirá trabalhar) com o ser sempre aos berros. Parece ser a líder do bando. 

Tem a Suíca. Isso porque ela é super dooper entrosada na panela mas me trata muito bem, therefore, uma pessoa neutra. Só espero que seja honesta. 

Tem M(aria) P(arideira). Já contei como DESTESTO meu nome e nunca encontrei uma xará que valhesse o que come? Pois é, MP voltou de licença-desova, tem uma cara de eterno cu/sono/amargura e é a que mais demonstra não gostar de mim. Quis morrer porque ela nem pediu minha permissão e trocou meu armário por um quase no chão e adoro que ela traz a bença de sábado pra trabalhar com ela. Noção zero. 

CUSPiano entrou comigo, se entrosou (se intrometeu?) com todos no primeiro segundo fazendo social no fumacê e é o típico iludido que ACHA que porque faz letras lá na Cid.Universitária, pode mais. Já cagou no pau várias vezes (tipo não aparecer pra dar aula, ficar com o celular desligado e só 24hrs depois surgir do nada e com a maior cara de pau contar que pegou no sono no meio da tarde e não acordou pra TRABALHAR à noite ou não ir num sábado depois de uma puta festa da usp na sexta, tratar mal aluno no plantão de dúvida e chegar super atrasado pras aulas...) e nem vou comentar que nêgo gostar de vir falar de semântica comigo pra provar que tá aprendendo línguas. Quesito Ahã, senta lá nota 10. 

E tem the others, que como já percebi, adotam a tática ninja de sobrevivência de ignorar os above mentioned se entocando em salas vazias pra terem paz. Esses poucos others são fofos (Maduros? Profissionais?) e é com eles que me formo e não abro. (Claro, enquanto não ganho na loteria e paro com essa putaria de ter que trabalhar de uma vez por todas...)

Wednesday, April 25, 2012



Arrumando a vida em menos de três meses...

Lendo bobagens na Internet, me deparei com uma lista de 30 "should's" antes dos 30. Shall we?

Aos 30, você deveria ter:

1. Um ex-namorado que te faça lembrar o quanto você melhorou ;  (todos eles me fazem perguntar: "Onde eu estava com a cabeça...")
2. Um móvel decente que não tenha pertencido à ninguém da sua família;(mil pontos negativos por ainda morar com a mãe)
3. Algo perfeito pra usar no caso de um empregador ou homem dos seus sonhos queira te encontrar em uma hora;  
4. Uma juventude que você esteja feliz em ultrapassar;  (e todas a burradas cometidas no interim)
5. Uma bolsa, uma mala e um guarda-chuva que você não tenha vergonha de ser vista portando;    
6. Um passado bom o suficiente pra ser relembrado em histórias quando ficar velha;  
7. A realização de que você terá uma velhice   (com cabelo roxo, de preferência) - e algum dinheiro guardado para assegurá-la;  (memo to myself: previdência privada)
8. Um e-mail, uma caixa de voz e uma conta bancária- todos cujo acesso seja exclusivo seu;  
9. Um curriculum que não tenha encheção de linguiça;  (aprendi a não mentir mais nele, mas não ter o superior ainda me incomoda horrores)
10. Um amigo que te faça rir e outro que deixe chorar; 
11. Um jogo de chaves de fenda, furadeira sem fio e um sutiã de renda preto;   (só o sutiã já é suficiente)
12. Algo ridiculamente caro que você tenha comprado pra si mesma só porque você merecia: (Decidir morar em Paris, conta?)  
13. Acreditar que você mereceu;  
14. Um programa de tratamento de pele, uma rotina de exercícios e um plano para lidar com as facetas da vida que não melhoram depois dos 30;  (Eu preciso passar filtro solar e cremes pra ontem. E voltar a andar pra anteontem)
15. Ter já um começo sólido de carreira   e um relacionamento que sejam satisfatórios e em outros pontos da vida que melhoram aos 30. (Já se conformar que vai morrer sozinha é um avanço, não?)

Aos 30, você deveria saber:

1. Como se apaixonar sem se perder o controle; (Ha the f'ing HA!)
2. Como se sente sobre ter filhos;   (certezas na -minha- vida: impostos, morte e útero em desuso...)
3. Como pedir demissão, terminar um namoro e confrontar um amigo sem acabar com a amizade ;  (A duras penas, mas aprendi)
4. Quando deve tentar mais e quando deve desistir;  
5. Como beijar e demonstrar o que você quer ou não que aconteça depois;  
6. O nome do secretário de estado (ou equivalente brasileiro), das suas tataravós e do melhor alfaiate;   (Dane-se os dois primeiros, minha costureira rocks!)
7. Como morar sozinha, mesmo não gostando de morar sozinha;  
8. Como controlar seu próprio aniversário;  (Quando me ignoram nesse dia medíocre) (Meu bff já  prometeu desligar o telefone na madrugada do dia 4 de Julho com medo de um chilique como o dos 21)
9. Que você não pode mudar o tamanho das suas pernas, a largura da sua cintura e a natureza dos seus pais;    (Thanks, therapy!)
10. Que sua infância pode não ter sido perfeita, mas já acabou;  
11. O que você faria e não faria por dinheiro  e por amor; 
12. Que ninguém fuma, bebe, usa drogas e não usa fio dental sem consequências por muito tempo;   (minhas enxaquecas pós-álcool foram um wake up call)
13. Quem você pode confiar, quem você não pode, e porque não deve levar isso pro lado pessoa;  
14. Não pedir desculpas por algo que não é sua culpa;  
15. Porque a vida começa aos 30.   (ATÉ PORQUE PIOR QUE MEUS 20'S, IMPOSSÍVEL!!)


Tuesday, April 17, 2012



Cêjura, dotô?

Fui assistir ao Um Método Perigoso (e eu achando que não viveria pra ver o dia em que David Depraved Cronenberg perderia o nome do meio, mas cadê o mojo, meu senhor???) e quanto mais sei sobre, mais me racho com a Psicologia (e acho que vai ser a única coisa que -no fatídico dia em que tirarei meu diproma pra esfregar na cara dos trouxa e da minha mãe- conseguirei fazer numa faculdade, mesmo...).

E adoro que tudo pro tio Sigmund era sexo, por que, né? Eu que sou uma burra total só penso nisso, quem dirá os espertos do mundo (ou será que eles tão mais ricos e melhor que eu porque vão ralar ao invés de pensar em piroca 24/7 ??) mas o mais hilário no filme são as interpretações de sonho. Queria ver Freud analisando os únicos sonhos que tenho há meses:

Eu andando em Paris. Eu correndo em Paris. Eu levando Léo pra crèche em Paris. Eu buscando Colette na escola em Paris. Eu comprando roupas na H&M todo sábado comme d'habitude em Paris. Eu comprando comida no Monoprix em Paris. Eu na fila dos UGC Danton e Odeon em Paris. Eu dando bom dia pro mendigo meu amigo leitor do Figaro em Paris. Eu. Em Paris

Tá. O tarado ia achar associação entre a antena de rádio alta, exuberante e fálica da cidade e sexo. Mas fica meio óbvio que como já penso demais na coisa acordada, dormindo, meu inconsciente tá consciente demais do que quer de verdade...


Monday, April 16, 2012



Minha vida definida por um listening fictício de um livro de avançado em Inglês

"Virtually all the people that we have surveyed, certainly 75 percent of them, say shyness is undesirable, has adverse consequences. Shy people are less popular, they have fewer friends, they have lower self-esteem, they make less money, their life is more boring, they have less intimate... less intimacy, less sex, they have fewer leadership, skills, less social support, they're more likely to be depressed and, as you get older, more likely to be lonely. That's a terrible syndrome of negative consequences."

E ai eu morro. FIM.



Wednesday, April 04, 2012



You can't always get what you want (EVER)

Eu hesitei muito em escrever sobre isso porque afinal, ser adulta é arcar com as decisões (principalmente erradas) da vida mas como sou tão madura quanto uma manga verde no pé, eis meu lamento...

Troquei de emprego em Janeiro. Isso porque:
1. Não aguentava mais os mesmos problemas de sempre (aluno fraco, aluno burro, aluno com defasagem) enquanto se fazia vista grossa pra segurar cliente na escola;
2. Toneladas de serviço. Lições e mais lições que me faziam morar na sala dos professores. De um número cada vez maior de alunos em sala;
3. Aquela grande razão já cantada de Liza a Lennon... So, gimme mine;
4. Todo um sentimento de Groundhog Day. Fui e voltei das Oropa e parecia que minha vida não tinha mudado em nada;
5. Dar a última e grande chance à arte de lecionar. Provar pra mim mesma que meu descontentamento tinha mais a ver com a escola errada do que com a profissão.

Por isso, fui eu lá me jogar de cabeça em outra piscina gelada enquanto sorrio e digo ao mundo que a água tá uma delícia e, bom, se arrependimento matasse, meu funeral teria sido fevereiro passado because...

1. A FDP da coordenadora me engabelou. Fui explícita ao dizer que só trabalharia com eles e PRECISAVA de no mínimo 8 turmas pra cobrir meu antigo salário. E, pra quem não sabe, ser horista é uma aventura sem fim, a delícia de nunca saber os dígitos oficiais do seu holerit todo mês (mas sempre acabar chorando sentada  na privada do banheiro do serviço se perguntando o quão estúpida é por escolher profissão tão cagada) e bom, por mais que a hora-aula seja bem melhor, tive meu sálario REDUZIDO PELA METADE. Isso porque meu único plano de vida real e concreto era engordar meu porquinho pra voltar pra  ilha, we have to go back, Kate França.

2. Um prazer que eu tinha na escola velha eram as pessoas. Minha ex-coordenadora (e mestra jedi que tudo me ensinou do ofício) em sua grande sabedoria nipô-yodesca me disse uma vez que igual a sala dos teachers do Tremembé, nunca mais veria. E néTô pagando com a língua, corpo, mente e cu. Eu ainda sinto muito prazer em entrar na sala e dar aula e meus alunos são fofos mas ter que ficar perto dos outros professores dali me dá gastura só de pensar. Sabe químicaEntão, não é só com namorado e amigo que a coisa tem que rolar e já tá mais que claro que eles não se adaptaram à mim e vice-versa. De eu chegar na sala de computadores e nego só faltar pular da janela pra não ficar pertoUma situação quase constrangedora. E eu, que quanto mais incomodada fico, mais enfio a cabeça dentro do casulo, pareço a incrível mulher invisível. Entro, sou educada e me escondo em qualquer sala vazia até dar hora de aula e um minuto após o término, praticamente me materializo no ponto de ônibus pra não ter que ficar além do necessário. 

E essa é minha vida. Broken as fuck, deprimida que pareço um zumbi. E encurralada. Quase pedindo demissão pra não ter que lidar mais com esse puta erro que fiz. 


Tuesday, February 28, 2012



Update


Escrevi um texto fofo sobre como Hugo e O Artista são incríveis e mostram que o novo e o velho no cinema pouco importam e o que conta é um filme ser bom mas meu mac travou e usar o note da minha mãe me irrita (muito pequeno, teclas confusas, acentos em atalhos bizarros) que até perdi o pique de passar pra cá.

Gostei do Oscar. Foi simples, eficiente e preciso. Ainda tô puta que Scorsa e Thelma (sua fiel editora) foram esnobados mas isso passa. Nem rola escrever texto muito longo.

Carnaval (comemoro isso??) foi xoxo e vida continua uma mera existência. Estou mega-puta com umas coisas aí (ex-job related) e quem sabe jogue a meleca no ventilador aqui later-ish. 

E eu tô cada dia mais desanimada com a Internet. Facebook consegue estar píor do que Orkut jamais foi, blog is boring e até baixar minhas séries tá um cocozinho fedido e lerdo graças aos sites de upload da vida. Só me resta (vejam isso...) o Twitter. Todos choque. Quem quiser, tâmo lá.

That´s all, fuckers!

Wednesday, February 15, 2012

How THEY ruined my favorite sitcoms


The Office ✰2005 - ✞2011

Adaptar humor britânico pra humor(?) americano é deveras difícil mas sucesso total foi alcançado quando lançaram The Office- versão US. A grande matemática ali era o nonsense, a química entre personagens/atores, um casal extremamente likeable e real e a cola máxima, Michael Scott/ Steve Carell. 
A primeira grande perda foi a química do casal, so good on paper mas mais insosso que chuchu depois de casados. Pam e Jim cativavam porque não eram o típico casal de séries americanas: Ele, frouxo e pau mandado. Ela, a bitch que manda nele. Bebê na barriga e aliança na mão, foi SÓ isso que restou. Duas pessoas babacas que só sabem falar do feto que fizeram e de como escapar do trabalho. 
Depois veio Carell que, percebendo que todo carnaval tem seu fim, pediu arrego e saiu, levando o último fôlego de vida da série (e, pra mim, o fim de The Office se deu com sua partida no aeroporto). Por fim, os escritores, que talvez tão cansados com tantos anos de série simplesmente chutaram o pau da barraca e esperando que alguém os tire de sua miséria, não escrevem mais tiradas de humor inteligente, o nonsense virou falta de sentido e todos os personagens viraram caricaturas do que já foram um dia . Rest in peace.



How I met your mother ✰2005 - ✞2009

Nem vou me estender no problema-mor que é o cara contar como conheceu a porcaria da mãe dos filhos por que, né? Nessa altura do campeonato NINGUÉM mais se importa. Minha grande birra com o show é que it peaked em 2009 quando todo mundo amava Neil Patrick Harris (inclusive eu) e o programa virou aqule tipo de funcionário público concursado e com emprego garantido sem poder ser mandado embora e por isso trabalha nas coxas.
Enquanto HIMYM era mais uma série que podia ser cancelada no fim da temporada, povo fez episódios geniais como The Pineapple incident, Slap Bet e sua deliciosa continuação Slapsgiving, Three Days of Snow e o que pra mim deveria ser o episódio final, The Leap e criou bordões e sacadas que foram Legen... we know the rest
Mas a partir do momento que deram logo dois, três anos de garantia, a coisa virou uma bosta preguiçosa e ridícula onde 5 amigos maravilhosos são hoje um engodo. Vejamos:

Lily+Marshall: Antes um casal afetuoso mas meio sem-noção, hoje são os futuros parideiros que já ajem como tais. Mudaram pro suburbio e só sabem falar da porra do bebê que nem nasceu. Viraram aquele típico par que depois que casam e decidem procriar, você finge que perdeu o telefone pra não ter mais que aturar um segundo deles. Also, se quiser assitir drama de suburbio, vejo Desperate Housewives.

Barney: Antes no limite entre "esse cara é patético mas conheço uns que fariam igual" pra maior caricatura forçada da galáxia. Mataram a galinha dos ovos de ouro de exaustão por superprodução...

Ted: Pobre Ted nunca foi o protagonista de seu próprio show. Mas ao menos antes dava pra se compadecer de um cara virando os trinta que só queria achar sua tampa da panela. Só que decidiram limar de vez qualquer relação séria e é triste ver um cara de mais de 35 na pegação (e que não chame Barney Stinson).

Robyn: A minha maior tristeza porque sempre me identifiquei horrores com a garota. Dad issues, mais macho que muito homem, career oriented, queria conquistar o mundo e mais 5 planetas do sistema solar. Deprezava a conveniência da vidinha ridícula que todo mundo ACHA que deve ter aos 30. Childfree por natureza. O par ideal pro Barney. O que fizeram? Transformaram a criatura numa mulher RIDÍCULA que parece só ter escolhido a  vida acima por medo de não ser feliz se encaixando no quadrado imposto pela sociedade. E nem me venham com o lixo de drama de "achei que não queria ser mãe até descobrir que não posso" que me dá vontade de fazer justiça com as próprias mãos com os roteiristas. 


Não perco mais meu tempo com nenhum dos dois!